Archive for the ‘Media’ Category

h1

Jornalistas são imprescindíveis na mediação entre informação e público

March 29, 2007

jornadas55.JPG«Futuro sem intermediário?» foi o tema que o 3º painel de convidados debateu, no primeiro dia das «X Jornadas de Comunicação Social», a 27 de Março, na Universidade do Minho, em Braga. Os quatro convidados acreditam que o papel de mediador, exercido pelo jornalista, entre a notícia e o público, é indispensável.

A sessão contou com a presença do editor do Público On-line, Sérgio Gomes, o chefe de redacção da Rádio Renascença, Pedro Leal, o editor do Jornal de Notícias, Paulo Ferreira, e o repórter da RTP, Luís Miguel Loureiro, em substituição de José Alberto Carvalho. A moderação esteve a cargo do professor de Jornalismo na Universidade do Minho, Manuel Pinto.

«Tem de haver necessariamente um intermediário senão o jornalista deixaria de existir e seria tudo uma anarquia», refere Sérgio Gomes. O jornalista acredita que já poderíamos estar muito à frente no ciberjornalismo se os grandes órgãos de informação tivessem apostado na internet. Para o editor, «a internet veio desassossegar o jornal papel», daí a necessidade de incorporar todo o material que um jornal possa produzir na rede.

Aposta publicitária na Internet muito fraca

Para Pedro Leal, «os media tradicionais já não controlam a informação». «Ainda não fazem grandes investimentos na Internet porque a aposta publicitária continua a ser muito reduzida», afirma.

Há cerca de dois anos a Rádio Renascença reposicionou-se no mercado e o site oficial ajudou na construção de uma «identidade visual da estação», refere o radialista. «A rádio já não pode estar numa só frequência, tem de estar onde está a audiência, ou seja, nos computadores», acrescenta. Pedro não acredita num futuro sem intermediário: «Vão ser precisos mais, dispersos em mais áreas».

Dar voz ao cidadão repórter

Paulo Ferreira acha que o risco de deixar de haver intermediário existe mas é muito precipitado o anúncio da sua morte. O jornalista salienta a importância de «potenciar o cidadão repórter» embora reconheça o «desinteresse das pessoas em relação à informação».

Luís Miguel Loureiro também partilha da ideia que os intermediários continuarão a ser imprescindíveis na comunicação social. O problema do jornalismo foi, segundo o repórter, «ter-se deixado apanhar pela tecnologia sem ter tido tempo de reflectir sobre ela». Quanto ao futuro, o profissional da RTP, acha que a televisão apostará mais nas emissões em directo e na diminuição das reportagens.

Manuel Pinto finaliza a conferência com a ideia de que são precisos cada vez mais intermediários mas não a qualquer preço.

[Eduarda Sousa]

[Foto: Catarina Dias/ 25ª Hora]

Advertisements
h1

“O consumidor tornou-se imperador”

March 29, 2007

X Jornadas de Comunicação Social da Universidade do Minho

principal.JPGO painel de Publicidade, “os novos criativos: consumidor-criador”, foi o terceiro tema a ser discutido pelos convidados, no âmbito do segundo dia das X Jornadas de Comunicação Social. Segundo a docente de Gestão de marcas da Escola Profissional de Lisboa, Maria João Vasconcelos, os consumidores ganham uma importância significativa, passando de ‘comprador’ para ‘co-autor’ da publicidade.

De acordo com Maria João Vasconcelos, “ao ser autor, conteúdo e actor, o pagador [consumidor] desaparece. Deixa de ter qualquer tipo de distanciação com o produto”. Os consumidores passam de mero testemunho para co-autor, ou seja há manipulação dos anúncios por parte dos consumidores. 

O acesso aos vários instrumentos tecnológicos e a possível divulgação da mensagem publicitária pelo mundo através da Internet “faz com que seja cada vez mais fácil ser criador”, declara o director criativo da Sinopublicidade, Pedro Pacheco.

O director criativo mostra-se reticente face à participação dos consumidores na criação publicitária. “ Não sei se esse fenómeno irá durar. As marcas são espertas porque querem continuar a facturar, atraindo os consumidores desta forma”, acrescenta. 

Estratégia publicitária

A publicidade amadora é uma forma de aproximar os consumidores da própria marca. Segundo Maria João Vasconcelos, “a marca quer rentabilizar a relação que se estabeleceu entre o pagador e o produto”.
 
final.JPG“Estes filmes não são todos feitos por amadores, muitos são realizados por profissionais”, argumenta o realizador e ex-aluno da Comunicação Social da Universidade do Minho Augusto Fraga. Ele considera que a publicidade amadora é uma “estratégia” utilizada para chamar a atenção e incentivar a compra.

Consumidores mais exigentes

O consumidor torna-se cada vez mais exigente com a mensagem publicidade, “ ele tem fome de conteúdo”, afirma Maria João. Ao longo da sua intervenção, a docente fez alusão ao sociólogo Jean Beaudrillard, sustentando que “o que importa não é a mensagem, mas o que está para além dela”.

vasc-3.JPG“A marca impõe nos usos, muda a nossa alimentação, assume as nossas identidades, abre caminhos virtuais. A marca faz-se com mais de uma imagem estereotipada que é transmitida pelos anúncios”, acrescenta Maria João Vasconcelos.

Os convidados do último painel do evento, “Vidéo assalta película?”, apresentaram uma série de filmes, amadores e profissionais. Vânia Gonçalves, estudante do 5º ano de Comunicação Social, transmitiu um filme realizado na Ponte da Misarela, em Montalegre.

Várias instituições lançam concursos, desafiando os cidadãos a fim de criar anúncios publicitários. Cinco estudantes de Comunicação de Social da Universidade do Minho venceram, em 2006, o concurso lançado pela Comissão Nacional de luta contra a Sida. “Toda a gente é um grupo de risco” foi o slogan do spot publicitário.

[foto: Catarina Dias/ 25 ª hora]

 [ Catarina Dias ]

h1

Correspondente da BBC raptado na Palestina

March 13, 2007

tv_bbc_world.gifO correspondente britânico do canal televisivo British Broadcasting Corporation (BBC), Alan Johnson, foi raptado, ontem, no centro de Gaza, Palestina, por quatro homens armados e encarapuçados.

Segundo um responsável pela segurança palestiniana, os suspeitos chegaram a bordo de um Subaru branco, dentro do qual esconderam o jornalista. Antes de entrar no carro, o correspondente deixara cair na rua um cartão em nome de Alan Jonhson da BBC. 

A viatura da BBC foi encontrada abandonada junto ao apartamento de Alan Johnson, em Gaza, sublinhou as Autoridades Nacionais Palestinianas (ANP).

O responsável pelo canal britânico em Jerusalém, Simon Wilson, admite ter perdido contacto com o jornalista, pelo que foi incapaz de confirmar um possível rapto.

Vários jornalistas e trabalhadores humanitários estrangeiros são raptados em Gaza, mas na maioria dos casos, as vítimas são liberadas após algumas horas sem sinais de maus-tratos. Segundo a organização Repórteres sem fronteiras, cerca de 15 jornalistas estrangeiros são raptados anualmente em Gaza. Os raptos são realizados por activistas que tentam pressionar as Autoridades Palestinianas afim de obter favores governamentais, entre os quais a aquisição de emprego e a liberação de prisioneiros.  

Dois empregados do canal americano Fox News e o fotógrafo de Agence France-Press (AFP), Jaime Razuri, foram raptados e aprisionados durante cerca de duas semanas.

A organização apela à mobilização massiva da população

De acordo com a Organização Repórteres sem Fronteiras, “uma série de raptos de jornalistas estrangeiros foram realizados em Gaza sem que as autoridades tenham encontrado um modo de eliminar esta ‘prática’. Desde 2005, nenhum dos raptores foi apreendido e incriminado. Esta impunidade incentiva os potenciais sequestradores de cometer tal acto”.

“As autoridades palestinianas perseguirão os criminosos e serão julgados pela justiça”, promete o ministro do Interior, Saïd Seyam

A organização pede a liberação imediata do jornalista, Alan Johnson, que trabalhava na Palestina. “Apelamos a ajuda do presidente de ANP, Mahmoud Abbas, e do primeiro-ministro, Ismael Haniyeh, a reagir o mais rapidamente possível afim de acelerar a sua liberação”, afirma a organização.

[Foto 1:  http://www.bbc.co.uk/tv/] ;
[ Foto 2: http://inet.sitepac.pt/BandeiraPalestina.jpg]

 [ Catarina Dias ]