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Excesso de álcool provoca 27,8 por cento das mortes nas estradas portuguesas

April 30, 2007

velocidade.jpgPortugal é o terceiro país da União Europeia (UE) que apresenta uma maior taxa de acidentes rodoviários mortais provocados pelo excesso de álcool, revelou, anteontem, um relatório da Comissão Europeia. 

De acordo com os dados da Comissão Europeia, Portugal surge como um dos piores da UE, com uma percentagem de 27,8 por cento, sendo apenas ultrapassado pela Espanha (28,8 por cento) e França (29,5 por cento).

A tabela, que inclui 20 países da UE, a Suiça e a Noruega, assinala a República Checa e a Áustria como os países com menor taxa de acidentes rodoviários provocados pelo excesso de álcool, com 4,8 e 5,9 por cento, respectivamente.

O relatório mostra que 86 por cento dos condutores portugueses dos lugares da frente de veículos particulares ou mistos utilizam o cinto de segurança, o que coloca o nosso país no meio da tabela.

Os condutores franceses são os que mais colocam o cinto de segurança, com uma percentagem de 97 por cento, seguidos dos alemães, com 96 por cento. Os últimos lugares são ocupados pela Bélgica, com uma taxa de 71 por cento, e pela Hungria, com 67 por cento.

A maioria dos ocupantes portugueses dos bancos de trás não cumpre a lei porque apenas 46 por cento utiliza o cinto de segurança. No conjunto de 18 países, Portugal surge na 14ª posição, sendo o primeiro e último lugares ocupados pela Alemanha (89 por cento) e Malta (28 por cento), respectivamente.

Embora a percentagem de mortes nas estradas seja elevada, Portugal registou uma diminuição de 42 por cento de acidentes rodoviários desde 2001.

O relatório foi divulgado no âmbito do Plano de Acção para a Segurança Rodoviária da Comissão Europeia que visa a redução do número de mortos para 25 mil até 2010.

“O problema mais grave de consumo de substâncias em Portugal é o álcool”

Em declarações ao 25ªHora, o director da Unidade de Prevenção (UP) de Braga do Instituto de Droga e Toxicodependência, Miguel Viana, considera que a maioria das pessoas não vê o álcool como uma “substância química psicoactiva que altera o estado de consciência, que compromete o comportamento e que tem o potencial de gerar dependência”.

“Dizermos de forma frontal que o álcool é uma droga pode ser compreendido como uma ofensa para a maioria das pessoas”, explicou o director, acrescentando que “as pessoas não vão atribuir à palavra droga aquilo que um técnico atribui, atribuem-lhe uma coisa malévola”.

Miguel Viana acredita que a ingestão de álcool pode não criar dependência, mas pode provocar inúmeros problemas: acidentes de viação e laborais, violência doméstica, negligência e maus-tratos a crianças, doenças e internamentos.

“O consumo de álcool tem um custo social muito elevado”, enfatizou o técnico de saúde.

O director defende que a abordagem do consumo do álcool, das suas características, manifestações e repercussões deve adaptar-se ao receptor da mensagem porque “as próprias palavras têm significados e representações sociais diferentes”.

“Se nós queremos ter uma atitude pedagogia e preventiva relativamente à questão do consumo de álcool, não devemos remessar, de uma forma agressiva, o rigor científico. Quando a questão é devidamente explicada, as pessoas compreendem e isto produz mais e melhores efeitos”, concluiu Miguel Viana.

[Anabela Santos]

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One comment

  1. Fds ganda pila do acool merda das galinhas .|.



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