Archive for October, 2006

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Doclisboa 2006 regressa com 100 documentários

October 24, 2006

cartaz_doc2006.gifA 4ª edição do Festival Internacional de Cinema Documental de Lisboa, o Doclisboa, está a decorrer desde o dia 20 de Outubro, na Culturgest, em Lisboa. O melhor da produção nacional e internacional de documentário volta a passar por Lisboa até 29 de Outubro. 

O Doclisboa é o único festival de cinema em Portugal exclusivamente dedicado ao documentário, dando ao público a oportunidade de ver muitos filmes que não chegam às salas de cinema. A programação competitiva do festival inclui uma Competição Internacional e uma Competição Nacional (ambas para longas e curtas metragens) e também as Investigações, secção composta por documentários sobre questões de actualidade que foi criada no Doclisboa na edição do ano passado.

O Diário de Notícias adianta que as secções de debate e reflexão desta edição vão ser preenchidas com a revelação do cinema documental japonês que irá mostrar o panorama histórico do país desde 1987 e por um programa sobre o mundo do trabalho. A novidade deste ano é Ficções do Real, uma nova secção, que será preenchida por um conjunto de filmes escolhidos pelo realizador Pedro Costa.

Nesta edição destaca-se ainda uma retrospectiva sobre o trabalho do cineasta israelita Amos Gitai, que estará presente no festival para apresentar as trilogias “Wadi” e “Casa”, assim como para promover um encontro com o público. Da programação constam várias sessões especiais de filmes inéditos fora de competição assinados por nomes consagrados do documentário como Pirjo Honkasalo, Chantal Akerman, Vincent Dieutre e Eduardo Coutinho.

O Doclisboa encerra no dia 29 de Outubro com o documentário “Enron: The Smartest Guys in the Room”, de Alex Gibney (2005), inédito em Portugal.

Sítio Oficial

[Eduarda Sousa

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Violência Infantil está a aumentar

October 24, 2006

trabalho-infantil.jpgO último relatório das Nações Unidas (ONU) sobre a violência infantil publicou dados constrangedores demonstrando que a sua pratica é presenciada por um número elevadíssimo de menores em varias partes do mundo.

Segundo o relatório, efectuado pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, cerca de 200 milhões de crianças são vítimas de diversos tipos de violência, dentro dos quais foram destacados os seguintes:

–  223 milhões de rapazes e raparigas são vítimas de abuso sexual, sendo o sexo feminino mais exposto a este tipo de violência;
 
–  218 milhões foram, de certa forma, “escravizados” através do trabalho infantil;
 
–  275 milhões de menores foram testemunhas de violência doméstica;

“ A violência doméstica, os insultos, as ameaças, a rejeição, a indiferença e o menosprezo” são algumas das técnicas adoptadas por certos pais para educar os filhos. Apesar dos maus tratos psicológicos, acima referidos, não serem condenáveis, os castigos corporais proferidos pela família são proibidos em 16 países.

Estes maus tratos são frequentemente ignorados e/ou escondidos por parte da vítima que sente medo ou vergonha ou pela proximidade do agressor com o agredido. Segundo os dados apresentados pela ONU, entre uma e 20 mulheres em cada 100 confirmam ter sido abusadas sexualmente, em casa, antes dos 15 anos.

A violência infantil dentro das escolas e outras instituições educativas é autorizada em 106 países, onde os alunos são corrigidos pelos professores, educadores ou pelos colegas. A violência entre alunos é influenciada por vários factores, dentro dos quais podemos destacar o sexo, a idade, o estatuto social e a etnia. 

O relatório tem por objectivo a elaboração de recomendações afim de eliminar ou, pelo menos, diminuir a violência infligida às crianças. “Este estudo não foi feito para decorar estantes, mas para ser usado na prática” sublinha Paulo S. Pinheiro, citado pelo Público.

[Catarina Dias]

(Foto: http://www.kidsthinklink.com/artwork/br_violencia.jpg)

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Um tesouro do passado

October 19, 2006

O edifício da biblioteca pública de Braga fundada em 1841 e integrada na Universidade Do Minho desde 1975 tem no seu interior um tesouro inestimável.

 

Assim sendo encontram-se arquivadas as mais variadas obras da literatura, da geografia, história, ciências bem como uma imensidão de exemplares da imprensa portuguesa.

 

Segundo  dados do site oficial a biblioteca contem 53 incunábulos e cerca de 400 obras do séc. XVI bem como 27000 títulos de publicação periódica.De um exemplar do “O Primeiro De Janeiro” de 1891, aos semanários Expresso, às edições da revista TV guia, este impressionante arquivo histórico tem opções para satisfazer a todos os gostos.As obras anteriores ao ano de 1975 estão arquivadas no edifício, tendo as restantes sofrido transferência para a nova biblioteca. Os volumes podem ser consultados em salas de leituras, esperando de cada visitante o cuidado pelos valiosos empréstimos.

 

Se o acesso à informação é a prioridade e função da biblioteca, a conservação das suas obras também tem um lugar de grande importância. Para os mais interessados há a possibilidade de reproduzirem parte das bibliografias uma vez que existe a oportunidade de reprodução com a respectiva autorização dos responsáveis.Durante a visita fomos ainda alertados para varias problemáticas com que os bibliotecários se prendem.

 

O que seleccionar? O que merece ser arquivado? Na nossa sociedade com o constante aumento de edições e tendo a biblioteca o privilegio de ser deposito legal desde 1932, isto é recebem um exemplar de cada publicação imprensa em Portugal, o problema confrontado é o da selecção dos documentos que merecem ser arquivados.

 

Um dos factores condicionantes é sem duvida a restrição de espaço, uma vez que estes arquivos ocupam uma volumosa área e não param de aumentar. Esta problemática poderá ser solucionada no futuro através do suporte digital mas este ainda não adquiriu grande relevância e dificilmente se poderá substituir o papel impresso a que já estamos habituados. O que não for seleccionados será perdido para sempre, logo esta questão deverá ser reflectida a nível nacional e deve ocupar a agenda dos bibliotecários.

 

Surge ainda outra problemática, a dificuldade de manter em boas condições obras tão antigas. A manutenção e conservação dos arquivos exigem grandes esforços de organização e incorre em muitos custos.

 

Para finalizar e enquanto estudante de comunicação o que mais me fascinou foi a possibilidade de, através de vários jornais como o “Diário de Noticias” o “Correio do Minho” poder verificar a evolução da imprensa escrita. A informação era organizada de uma forma confusa quase elegível, e de um modo desorganizado. A noticia encarada de forma muito diferente daquela a que estamos habituados hoje. Verificasse a ausência de títulos ou a dificuldade de os reconhecer, tanto que muitas das vezes o título consistia numa citação. A ausência de lead e de categorias caracterizavam os primórdios da imprensa, bem como a escrita que mais se assemelhava à narrativa, usando adjectivos exagerados e formalidades.

 

Cada uma destas publicações são uma parte da nossa história e analisados constituem uma base de dados incrível sobre a evolução da sociedade. Não devem ser perdidos nem menosprezados porque são de facto um tesouro inestimável.

 

[ Sylvie Oliveira ]

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239 licenciaturas estão em risco de “morrer”

October 17, 2006

Estado pode deixar de financiar cursos que não conseguiram preencher a regra mínima de 20 vagas

Os resultados da segunda fase do concurso nacional de acesso ao Ensino Superior saíram hoje e desde logo se constata que 239 licenciaturas estão em risco de perder o financiamento do Estado por não terem conseguido preencher mais de 20 vagas.

Contudo, como adianta do Diário de Notícias , há excepções à regra mínima das 20 vagas: 16 cursos estão protegidos pelo Estado, metade por serem da área das Artes, e os restantes por lhe seren reconhecida relevância social ou capacidade científica excepcional. Existem ainda 26 cursos que as instituições decidiram financiar por si mesmas.

Terminada a segunda fase do acesso ao Ensino Superior, 85% do total de lugares disponíveis nas universidades e politécnicos foram ocupados, mas um quinto dos 930 cursos existentes não conseguiram ocupar metade da sua capacidade. Aliás, onze licenciaturas não receberam um único estudante.

Cada instituição irá realizar localmente uma 3ª fase para colocar os cerca de 8 300 candidatos que ficaram de fora, quando ainda estão disponíveis 7 200 vagas.

[Eduarda Sousa]

(Foto: JornalismoPortoNet)