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Programa de prevenção de ansiedade na Universidade do Minho

May 9, 2007

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Em entrevista ao ComUM e 25ª Hora, Bruno Aragão e Raquel Ferreirinha falam sobre o Programa Ansiedade.

Ajudar os estudantes a reconhecer, lidar e gerir os momentos de ansiedade é o objectivo a que se propõem dois estudantes do 5º ano de Psicologia da Universidade do Minho, Bruno Aragão e Raquel Ferreirinha, com o Programa Ansiedade. Todos os estudantes se podem inscrever gratuitamente.

25ª Hora - Por quem é organizado o programa ansiedade?
Bruno Aragão (BA) – É organizado pelos dois, como actividade de estágio, e supervisionado pela professora Eugénia Fernandes.

A quem se destina?
Raquel Ferreirinha (RF) – Destina-se principalmente a estudantes universitários mas qualquer pessoa se pode inscrever, havendo posteriormente um processo de triagem.
BA – Este é um programa de prevenção, não visa, portanto, tratar pessoas que possuam alguma patologia ou perturbação de ansiedade.

Como vai funcionar? É gratuito?
BA – É um programa de intervenção em grupo, absolutamente gratuito. Ainda não está definido se as sessões vão ser semanais ou bi-semanais, tudo depende da disponibilidade dos participantes e das características do grupo.

Como surgiu a ideia de criar este programa?
BA – Em primeiro lugar não queríamos trabalhar uma patologia mas escolher uma característica que é comum na sociedade. Todos temos ansiedade e ainda bem. Reconhecendo que há picos e variações de ansiedade, por que não trabalhar isto de uma forma preventiva?
O problema não é medir o nível de ansiedade num dado momento mas saber se a pessoa é capaz de a identificar, gerir e eventualmente aproveitar as vantagens que ela possa trazer.

Que tipo de ansiedade visa o programa tratar?
BA – Toda e não exclusivamente aquela que antecede os exames. Ainda que para os estudantes universitários esse seja o momento em que se registam maiores picos de ansiedade.

Os alunos já tinham solicitado este tipo de auxílio?
BA – Sim, a maior parte dos pedidos que aparecem no Serviço de Consulta Psicológica de estudantes da Universidade do Minho anda à volta desta temática. A ansiedade não é uma perturbação ou problema, tirando obviamente os casos extremos.

É possível definir a fronteira a partir da qual a ansiedade passa de “normal” a “patológica”?
BA – Existem alguns índices e momentos de avaliação que permitem responder com alguma clareza se estamos ou não perante uma ansiedade patológica. A ansiedade é um contínuo, muito difícil de “cortar”, a menos que sejam casos extremos, que são fáceis de identificar por avaliação clínica. Este programa visa eliminar esse ponto de ruptura. Não há ansiedades melhores ou piores mas ansiedades com determinadas características e consequências.

Quais são os sintomas mais comuns da ansiedade?
RF – Isso varia muito de pessoa para pessoa. Tanto pode ocorrer a nível cardíaco (respiração ofegante) como a nível digestivo (dores de barriga, vómitos, desmaios), entre outros.

Existem algumas estratégias para as pessoas minimizarem ou controlarem a ansiedade?
BA – Hoje em dia há uma grande confusão e mistificação em volta do que é a ansiedade e do que se tem de fazer para a controlar. Existem de facto algumas estratégias, como por exemplo, o relaxamento muscular, que não tem nada de místico. Uma das características da activação fisiológica é a tensão muscular. Mais do que estratégias para lidar, o que ajuda sobretudo é perceber o que se está a passar. Não há soluções para todos. Nunca se procura que não haja ansiedade, isso não existe. Até porque a ansiedade pode ser benéfica em determinados momentos como quando temos, por exemplo, prazos a cumprir. Neste caso, a ansiedade incita a pessoa a despachar-se.

Quais são as maiores dificuldade e riscos que um programa destes comporta?
BA – Há um problema quando se fazem programas de prevenção: as pessoas não sentem necessidade de o fazer. Ninguém se lembra de vir fazer um programa de prevenção se não sente nada. Primeiro porque há algum desconhecimento e depois por que não há esta percepção de necessidade, o que limita sempre o número de inscritos. E há um risco: as pessoas que estão mais atentas a este tipo de programas são as pessoas que estão nos extremos. Daí a necessidade da triagem pois não vamos oferecer um formato de intervenção a uma pessoa que precisa de outro.
RF – As pessoas que manifestam mais sintomas são precisamente aquelas que tem mais problemas em identificar do que se trata.

Qual o objectivo final deste programa?
RF – O ideal seria o grupo aprender a reconhecer e lidar com a ansiedade.

As inscrições podem ser feitas para o email: programa.ansiedade@gmail.com

Imagem: cedida pelos entrevistados

[Eduarda Sousa]

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Eleições Francesas: Empate no debate entre Segolène Royal e Nicolas Sarkozy

May 3, 2007

1.jpgPara os analistas e a maioria dos jornais franceses nenhum dos dois candidatos às presidenciais francesas, no debate de ontem, saiu derrotado. Os dois partidos, o PS e o UMP, demonstraram acreditar na vitória após o debate que ocorreu quatro dias antes da segunda volta.

As opiniões entre os respectivos membros dos dois partidos dividem-se. Os representantes de Nicolas Sarkozy qualificaram a performance do candidato como “clara, precisa e calma”, enquanto a candidata permanece “na imprecisão”. Para o Secretário-geral do partido socialista, François Hollande “o debate foi benéfico, Segolène conduziu e dominou as trocas de ideias.

O debate televisivo, de mais de duas horas e meia, foi pontuado de momentos de dureza. A candidata socialista esteve em posição de ataque enquanto que Sarkozy conseguiu manter a calma. Segolène revoltou-se sobre a problemática das crianças com deficiências, acusando o candidato de imoralidade e mentira. “Para ser presidente da República é preciso ser calmo”, respondeu Sarkozy.

Reacções dos candidatos

Os candidatos, em diferentes canais de rádio, expressaram as suas reacções ao confronto. 
Nicolas Sarkozy referiu a agressividade da candidata, acusando de ter sido por vezes intolerante. “Fiquei surpreendido por uma certa agressividade da senhora Royal, pode ter sido voluntário, talvez fosse uma estratégia da parte dela”, referiu a candidato à RTL.

A candidata declarou à France Inter que as propostas eleitorais do presidente da UMP não são fiáveis. “Por outro lado o candidato Nicolas Sarkozy está a comprometeres em baixas fiscais que não fazem sentido”, acusou.

Bayrou não vota para Sarkozy

O candidato que ficou em terceiro lugar na primeira volta, François Bayrou declarou ontem após o debate, ao jornal francês Le Monde, que não iria votar para Nicolas Sarkozy. No entanto o candidato centrista da “UDF” não precisou se ia votar para a candidata Segolène Royal ou em branco.

A candidata Socialista, Segolène Royal mostrou-se satisfeita com a decisão de François Bayrou em não votar para o candidato. “ É uma pessoa coerente, tendo em conta a descrição que fez do projecto do outro candidato, Acredito que ele é corajoso”, declarou a candidata a saída de uma fábrica de química em Beuvery-la-forêt.

Segolène Royal acrescentou o desejo, se for eleita, de trabalhar com o “centro” e em particular com François Bayrou.

De recordar que o candidato centrista, que obteve 18.57 por cento dos votos na primeira volta, recusou dar indicações aos seus eleitores na conferência de imprensa do dia 25 de Abril.

A segunda volta está prevista para o dia seis de Maio.

Foto: TSR

[ Sylvie Oliveira ]

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‘Repórteres sem Fronteiras’ divulga os 34 predadores da liberdade de imprensa

May 3, 2007

plaquestill.jpgA organização Repórteres sem Fronteiras (RSF) divulgou, ontem, em Paris, a lista dos 34 repressores da liberdade de imprensa no mundo. O monarca da Arábia Saudita, Abdallah Al-Saud, o presidente da República chinês, Hu Jintao, o dirigente cubano, Fidel Castro, o russo Vladimir Putin e os cartéis mexicanos de droga constam na lista da RSF. 

O respeito pela liberdade de imprensa não tem um reconhecimento jurídico na Arábia Saudita, pelo que os jornalistas aplicam, muitas vezes, a auto-censura. O combate ao terrorismo e a convulsão política regional são “pretextos para restringir as liberdade fundamentais”.

“Os jornalistas estrangeiros que se deslocam ao país vão sistematicamente acompanhados por funcionários incumbidos de dar conta do conteúdo do seu trabalho”, refere a RSF.

O Departamento de Propaganda e a polícia política chinesa controlam os canais de comunicação social. Desde a subida ao poder de Hu Jintao, em 2002, a repressão contra os activistas pelos direitos humanos, ciberdissidentes e jornalistas independentes aumentou. Na China, a promoção de um jornalista pode depender do seu número de notícias consideradas consonantes com a “sociedade harmoniosa”.

Cuba mantém 25 jornalistas presos, pelo que o país é o segundo maior cárcere do mundo. O período de sucessão de Fidel Castro foi marcado pelo acréscimo dos atentados à imprensa independente cubana. Cerca de 20 jornalistas detidos, em 2003, continuam a cumprir as penas que oscilam entre 14 e 21 anos de prisão.

O dirigente russo, Vladimir Putin, é também um dos maiores “predadores da liberdade de imprensa”, controlando todos os canais de comunicação social. Desde a chegada de Putin à governação da Rússia, vinte e um profissionais da imprensa foram assassinados. A imprensa informativa regional não detém liberdade, sendo pressionada pelos governantes designados por Putin ou pelas potências económicas locais. 

Em 2007, o México passou a integrar a lista dos países mais perigosos para o exercício do jornalismo. Desde 1990, os quatro cartéis principais mexicanos, Tijuana, Sinaloa, Ciudad Juárez e Golfo, debatem-se pelo controlo dos fluxos de droga nas regiões fronteiriças com os EUA e repreendem a actividade jornalística.

“No norte e nos Estados da costa, os jornalistas encontram-se com muita frequência na primeira linha das represálias dos bandos”, sublinha a RSF, acrescentando que a Comissão Nacional de Direitos Humanos contabilizou 31 homicídios e cinco desaparecimentos de jornalistas no mandato de Vicent Fox.

Desde o início de 2007, cerca de 29 jornalistas e colaboradores dos média foram assassinados em todo o mundo. 

Agravamento da perseguição e homicídio de jornalistas em 2006

O agravamento da censura, perseguição e homicídio de jornalistas e de colaboradores dos média, em 2006, ultrapassou o número de vítimas de 1994, ano em que se registou 103 mortes de jornalistas.

De acordo com o relatório dos Repórteres sem Fronteiras, em 2006, o número de jornalistas e de colaboradores dos média assassinados foi de 81 e 32, respectivamente.

O Iraque foi a região que, pelo quarto ano consecutivo, apresentou maior perigo: 64 jornalistas e colaboradores foram mortos no país. Desde a eclosão da guerra, o número de jornalistas mortos é de 139, um valor nitidamente superior ao do Vietname, que registou 63 mortes em 20 anos.

Em 2006, cerca de 56 jornalistas foram sequestrados e o Iraque foi a região mais perigosa, bem como a Faixa de Gaza.

Mais de 912 meios de comunicação social foram censurados e a Tailândia foi o país onde a censura foi mais severa, registando-se, após o golpe de Estado militar, o encerramento de 300 rádios e a supressão de inúmeros sites. A China, a Coreia do Norte e a Birmânia constam também na lista dos maiores repressores.

A agressão, a ameaça e a chantagem são recursos frequentes para repreender os profissionais de comunicação social, sendo 1472 o total de agredidos e ameaçados, ultrapassando os 1308 do ano de 2005.

[Foto: http://www.amnistiainternacional.org/]

[Anabela Santos]

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Salas de chuto devem ser “medida de excepção” em Portugal

May 3, 2007

dsc02873.jpgO director da Unidade de Prevenção (UP) de Braga do Instituto de Droga e Toxicodependência Miguel Viana considera que a criação de ‘salas de administração asséptica’ deve ser uma “medida de quase excepção”. O técnico de saúde admite a existência de espaços para consumos acéticos apenas em locais com um “foco de perigo muito grande”.

De acordo com Miguel Viana, as ‘salas de administração asséptica’ devem constituir um recurso último na resposta à toxicodependência, sendo apenas utilizadas quando todas as restantes possibilidades foram experimentadas, como a intervenção de equipas na rua ou os programas de troca de seringas.

“Devemos criar todos os mecanismos para responder ao problema. Depois, em função da sua eficácia ou ineficácia, criamos um complemento ou uma alternativa em locais muito particulares”, afirmou o director. 

A criação de espaços destinados à injecção assistida deve acontecer apenas em locais onde “há uma forte concentração de pessoas a consumir droga em condições particularmente adversas”.

Em Portugal, a existência de ‘salas de administração asséptica’ só se justifica em alguns locais. “Poderá haver dois ou três locais no país que reúnem condições extremas para levar a cabo a criação de um espaço com estas características”, referiu o técnico de saúde.

O director da UP de Braga acredita que as ‘salas de administração asséptica’ permitem assegurar o consumo das substâncias químicas de uma forma acética, evitar a difusão de doenças e aproximar os indivíduos do sistema de saúde.

“Pretende-se que as pessoas façam o consumo da substância de uma forma asséptica e que haja a garantia de que não vão contrair mais doença do que aquelas que já têm”, salientou o director.

As ‘salas de administração asséptica’ podem ainda favorecer as relações de proximidade e acompanhamento entre os técnicos de saúde e os consumidores, mobilizando “alguns destes indivíduos para o tratamento”. “Podemos fazer um tratamento para a tuberculose quando eles recorrem a estes espaços ou levá-los às consultas às quais muitas vezes faltam”, asseverou o Miguel Viana.

Miguel Vieira considera que a designação ‘salas de chuto’ diaboliza a finalidade da criação dos espaços, preferindo a terminologia “salas de administração asséptica”.

“A própria terminologia ‘salas de chuto’ cria uma imagem de que o Estado vai ter a responsabilidade de criar um espaço abrigado da chuva onde as pessoas podem drogar-se”, lamentou Miguel Viana.

“Onde fica o limite do leve e do duro?”

O director da UP considera que a distinção estabelecida entre drogas duras e drogas leves não faz sentido, havendo apenas “consumos duros e consumos leves”.

O técnico de saúde advertiu para o facto de a distinção entre drogas leves e drogas duras aligeirar as consequências das drogas ditas leves. “Como toda a gente alinha neste discurso de dogas leves e de drogas duras, está a produzir-se um efeito de inoquidade em relação a estas drogas ditas leves”, reforçou Miguel Viana.

Miguel Viana critica a bipolarização dos discursos acerca da qualificação das drogas, na qual “de um lado estão os defensores da inoquidade das drogas” e, num lado oposto, “está o discurso da viabilização”.

“São duas visões muito redutoras e muito perigosas porque não são objectivas. São quase inconciliaveis e não representam nenhuma mais-valia”, salientou o director.

“A prevenção deve começar quando toda a gente está saudável”

Miguel Viana considera que a aposta preventiva deve começar nas crianças de tenra idade, quando “não há problema absolutamente nenhum”. “A população pensa que é preciso começar a prevenir quando já começam a surgir uns boatos sobre o que os miúdos fazem atrás do pavilhão”, ironizou o técnico de saúde.

O director salientou que o processo de prevenção junto dos jovens consiste em esclarecê-los sobre o fenómeno da toxicodependência e não num incentivo ao consumo.

“As pessoas pensam que prevenir o consumo de drogas é falar sobre drogas e não é. Prevenir é trabalhar sobre as questões que levam as pessoas a procurar no consumo algum tipo de satisfação”, asseverou Miguel Viana.

O técnico de saúde sustenta que “não é possível prevenir se não for numa lógica de continuidade”, pelo que é fundamental um “trabalho longitudinal” que acompanhe o processo de crescimento das crianças.

[Foto: Anabela Santos/25Hora]

[Anabela Santos]

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“Em Portugal escreve-se muito mal”

April 30, 2007

baptistabastos.jpgÚltimo dia da Feira do Livro de Braga contou com a presença do escritor Baptista-Bastos

Baptista-Bastos afirmou, ontem, 29 de Abril, na Feira do Livro de Braga, que “em Portugal escreve-se muito mal” e “os lobbies acabam sempre por vencer”. No último dia do evento, Luís Cardoso, Manuel Jorge Marmelo, Fernando Pinto Amaral e Baptista-Bastos encerraram o ciclo de debates com o tema “Os (mil) rios da escrita”.

Baptista-Bastos (na foto) acredita que “muitos escritores à força de o quererem ser deixam de o ser”. E refere como exemplo José Rodrigues dos Santos que, na sua opinião, “não existe como escritor, jornalista ou pivô”

Para o autor de “Fado Falado”, “não existe uma crítica literária em Portugal e os lobbies acabam sempre por vencer”. “Faz falta a muitos escritores passarem pelas redacções dos jornais”, continua. “Há uma grande ausência de curiosidade nas pessoas” e “a imprensa em Portugal não cumpre o seu dever e omite, muitas vezes, por ignorância”. Por isso, é “urgente as pessoas desenvolverem um sentido crítico”, finaliza Baptista-Bastos.

O jornalista e escritor Manuel Jorge Marmelo afirma que existem “regras para escrever. Até há cursos de escrita criativa mas um romance só existe quando essas regras são rompidas”. “Desde a Grécia antiga que as histórias estão todas contadas, podemos é arranjar novas formas de as contar”.

Fernando Pinto de Amaral acha que um escritor ainda pode acrescentar algo de novo, nem que seja ao nível da linguagem, de forma a criar um espaço renovado. “O escritor deve trazer ao leitor aquilo que ele, como leitor, gostaria de ler”, continua.

Portugueses lêem mais

O professor universitário é da opinião que cada vez se lê mais. O problema está em ler só “livros de entretenimento”, por isso, apela aos leitores que “não desistam mas continuem”, passando para outro tipo de literatura.

Fernando Pinto de Amaral encara a escrita com “seriedade” mas também como uma “brincadeira”. Em resposta ao tema “Os (mil) rios da escrita”, o escritor timorense Luís Cardoso, afirma que “a escrita tem a ver com o mar” já que na sua terra, Timor, “não há rios, apenas mar”.

A sessão ficou marcada pela ausência da escritora Teolinda Gersão que não pôde comparecer. Na hora do balanço, o responsável pela Feira do Livro e moderador da mesa, Jorge Cruz, destacou a presença constante dos jovens no evento. E adiantou que a próxima Feira do Livro de Braga está assegurada para finais de Março de 2008, “com estes ou outros responsáveis”.

[Eduarda Sousa]

Imagem: www.releituras.com

Artigo original. Versão editada aqui (ComUM)

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Teatro Maria de Matos realiza workshops para crianças

April 30, 2007

maria_matos.jpgO Teatro Maria de Matos, em Lisboa, apresenta um conjunto de actividades dedicadas aos mais pequenos, em Maio e Junho. «Visitas dentro de Cena», «Conversas com Criadores» e «Palavras com Ar» são alguns dos workshops propostos pelo Projecto Educativo. A primeira actividade começa a 2 de Maio.

O Teatro Maria de Matos pretende com estas actividades «estabelecer pontes com os mais jovens e ajudar a sensibilizar e a formar novos públicos», refere em comunicado. As inscrições são limitadas e necessitam de marcação prévia. Mais informações podem ser encontradas aqui.

Cartaz:

2 Maio
VISITAS DENTRO DE CENA
Participação da equipa do Teatro Maria
Entrada gratuita | 10h30

3 Maio
CONVERSAS COM CRIADORES
Conversas com Diogo Infante (actor) e Zé Rui (desenhador de luz)
Entrada gratuita | 11h00

12, 13, 14, 15, 16 e 17 Maio
OFICINA PALAVRAS COM AR
Escolas: 2,5 euros | Crianças: 3 euros
Sáb: 15h30 | Dom: 11h00 | 2ª a 5ª: 10h30

9, 10, 16 e 17 Junho
OFICINA CENÁRIOS E SINAIS VISUAIS
Crianças: 2,5 euros
Sáb: 15h30 | Dom: 11h00

25 a 29 de Junho
OFICINA COLECÇÃO DE URGÊNCIAS
Crianças: 25 euros
2ª a 6ª: 10h00 às 12h00

[Eduarda Sousa]

[Imagem: www.lxjovem.pt]

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Excesso de álcool provoca 27,8 por cento das mortes nas estradas portuguesas

April 30, 2007

velocidade.jpgPortugal é o terceiro país da União Europeia (UE) que apresenta uma maior taxa de acidentes rodoviários mortais provocados pelo excesso de álcool, revelou, anteontem, um relatório da Comissão Europeia. 

De acordo com os dados da Comissão Europeia, Portugal surge como um dos piores da UE, com uma percentagem de 27,8 por cento, sendo apenas ultrapassado pela Espanha (28,8 por cento) e França (29,5 por cento).

A tabela, que inclui 20 países da UE, a Suiça e a Noruega, assinala a República Checa e a Áustria como os países com menor taxa de acidentes rodoviários provocados pelo excesso de álcool, com 4,8 e 5,9 por cento, respectivamente.

O relatório mostra que 86 por cento dos condutores portugueses dos lugares da frente de veículos particulares ou mistos utilizam o cinto de segurança, o que coloca o nosso país no meio da tabela.

Os condutores franceses são os que mais colocam o cinto de segurança, com uma percentagem de 97 por cento, seguidos dos alemães, com 96 por cento. Os últimos lugares são ocupados pela Bélgica, com uma taxa de 71 por cento, e pela Hungria, com 67 por cento.

A maioria dos ocupantes portugueses dos bancos de trás não cumpre a lei porque apenas 46 por cento utiliza o cinto de segurança. No conjunto de 18 países, Portugal surge na 14ª posição, sendo o primeiro e último lugares ocupados pela Alemanha (89 por cento) e Malta (28 por cento), respectivamente.

Embora a percentagem de mortes nas estradas seja elevada, Portugal registou uma diminuição de 42 por cento de acidentes rodoviários desde 2001.

O relatório foi divulgado no âmbito do Plano de Acção para a Segurança Rodoviária da Comissão Europeia que visa a redução do número de mortos para 25 mil até 2010.

“O problema mais grave de consumo de substâncias em Portugal é o álcool”

Em declarações ao 25ªHora, o director da Unidade de Prevenção (UP) de Braga do Instituto de Droga e Toxicodependência, Miguel Viana, considera que a maioria das pessoas não vê o álcool como uma “substância química psicoactiva que altera o estado de consciência, que compromete o comportamento e que tem o potencial de gerar dependência”.

“Dizermos de forma frontal que o álcool é uma droga pode ser compreendido como uma ofensa para a maioria das pessoas”, explicou o director, acrescentando que “as pessoas não vão atribuir à palavra droga aquilo que um técnico atribui, atribuem-lhe uma coisa malévola”.

Miguel Viana acredita que a ingestão de álcool pode não criar dependência, mas pode provocar inúmeros problemas: acidentes de viação e laborais, violência doméstica, negligência e maus-tratos a crianças, doenças e internamentos.

“O consumo de álcool tem um custo social muito elevado”, enfatizou o técnico de saúde.

O director defende que a abordagem do consumo do álcool, das suas características, manifestações e repercussões deve adaptar-se ao receptor da mensagem porque “as próprias palavras têm significados e representações sociais diferentes”.

“Se nós queremos ter uma atitude pedagogia e preventiva relativamente à questão do consumo de álcool, não devemos remessar, de uma forma agressiva, o rigor científico. Quando a questão é devidamente explicada, as pessoas compreendem e isto produz mais e melhores efeitos”, concluiu Miguel Viana.

[Anabela Santos]

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Revista Egoísta nomeada para dois prémios de design

April 30, 2007

livros_egoista.jpgA revista Egoísta, publicação do grupo Estoril-Sol, está nomeada ao prémio de melhor design da Society of Publication Designers e ao de melhor magazine design no festival One Show Design 2007.

A edição subordinada ao tema Renascimento, de Junho de 2006, concorre para melhor design nos prémios da SPD – Society of Publication Designers, cujos vencedores são conhecidos a 4 de Maio, adianta a agência Lusa. Ao prémio de melhor magazine design no festival One Show Design 2007, a decorrer em Julho, estão nomeadas as edições Renascimento, Cidade, Sonho Português e Paz, todas editadas em 2006.

A Egoísta nasceu em 2000 e desde então soma já mais de dez prémios internacionais e portugueses de design. A imagem é o factor privilegiado nesta publicação, seja ilustração ou fotografia. Conta também com originais de autores e escritores portugueses e estrangeiros.

Gonçalo M. Tavares, Luís Sepúlveda, Margarida Rebelo Pinto, Pedro Mexia e Jorge Reis-Sá participam na edição de Abril, dedicada ao acto de escrever.

[Eduarda Sousa]

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Cinco terroristas britânicos condenados à pena perpétua

April 30, 2007

O juiz do Tribunal de Londres, Old Bailey, condenou, ontem, cinco britânicos à pena perpétua por terem planeado atentados terroristas na Grande-Bretanha em 2003-2004. Segundo a estação televisiva canadiana, Radio-Canada, o grupo terrorista terá recebido o apoio de Al-Qaïda.

Omar Khyam, Salahuddin Amin, Waheed Mahmood, Jawad Akbar e Anthony Garcia foram culpados por uma conspiração terrorista. Os condenados, com idades compreendidas entre os 23 e os 34 anos, são de origem paquistanesa e poderão beneficiar da liberação condicional antes dos 35 ou 40 anos. O dirigente do grupo terrorista, Omar Khyam, vai cumprir uma pena de 40 anos, pelo que não poderá ser libertado por boa conduta.

Os cinco criminosos pretendiam colocar explosivos na discoteca londrina, Ministry of Sound, num estádio de futebol, num centro comercial ou numa infra-estrutura da rede de distribuição de electricidade ou de gás. Seiscentos quilos de produtos químicos e explosivos foram utilizados para construir as bombas.

O canadiano Mohmin Khawaja é acusado de ter fabricado os detonadores que iriam ser usados pelos cinco condenados. O processo tomará início este Verão, pelo que Khawaja vai permanecer preso no Canadá.

«Os cinco condenados eram terroristas treinados. Era a primeira vez desde do 11 de Setembro que vimos no Reino-Unido um grupo de homens britânicos com a intenção de cometer um massacre contra os cidadãos», explicou o chefe da secção anti-terrorista de Scotland Yard Peter Clarke. «Não era um grupo de jovens idealistas», conclui.

De acordo com a investigação do serviço de espionagem inglês, M15, Omar Khyam teria encontrado quatro vezes o líder dos atentados do 7 de Junho, em Londres,  Mohamed Siad Khan. A informação divulgada por M15, ontem de manhã, não foi integrada no processo dos cinco acusados para não prejudicar a sanção. Os encontros de Omar Khyam e Mohamed Siad Khan vão ser investigados a fim de esclarecer o caso.

[foto: http://pt.lostpedia.com/pt_images/thumb/9/91/UKF.png/200px-UKF.png]

[ Catarina Dias ]

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China agrava repressão aos activistas e aos média com a proximidade das Olimpíadas

April 30, 2007

china1.jpgA China deve respeitar o activismo pelos direitos humanos e a liberdade de impressa, exigiu, hoje, a Amnistia Internacional (AI) num relatório. A proximidade da realização dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, está a agravar as detenções sem julgamento na capital chinesa.   

Embora tenha empreendido novas reformas no sistema de pena de morte e medidas para o exercício do jornalismo estrangeiro, o governo chinês aumentou a repressão, efectuando ‘detenções domiciliárias’ de activistas e controlando os meios de comunicação social e Internet.

“A criação de uma instância de revisão judicial das sentenças de morte e o relaxamento das restrições impostas aos jornalistas estrangeiros são passos importantes para um maior respeito pelos direitos humanos”, explicou a subdirectora do Programa Regional para a Ásia e Oceânia da AI, Catherine Baber, lamentando o aumento da repressão que acompanha estes avanços. 
 
Catherine Baber considera que o Comité Olímpico Internacional (COI) não pode admitir que a celebração dos Jogos Olímpicos seja sustentada por abusos contra os direitos humanos, como o despejo de cidadãos chineses das suas habitações para dar lugar à construção de terrenos de jogos ou as detenções de activistas para os silenciar.

“Se o COI defende que as Olimpíadas deixarão um ‘legado duradouro’ na China, deve preocupá-los o facto dos Jogos Olímpicos estarem a ser utilizados como pretexto para ampliar as detenções”, sublinhou Baber.

A estagnação da abolição da lei ‘reeducação para o trabalho’, que autoriza as detenções arbitrárias, facilita a actuação das entidades policiais que, sob o pretexto da realização das Olimpíadas, estão a ampliar a sua aplicação para “limpar” Pequim.

O relatório mostrou ainda que a lei da ‘Reabilitação Forçada de Toxicodependentes’, outro recurso para efectuar detenções sem processos judiciais, poderá ampliar-se de seis meses a uma ano para diminuir o número de consumidores de droga antes das Olimpíadas de 2008.

Liberdade de imprensa na China

O governo chinês garantiu a ‘liberdade total para os meios de comunicação social’ durante a celebração dos Jogos Olímpicos, mas está a aumentar a repressão sobre os média nacionais.

Em Janeiro de 2007, a China implementou novas medidas sobre o exercício do jornalismo estrangeiro e passou a permitir a realização de entrevistas e investigações, sem a consulta das autoridades nacionais.

A AI acredita na possibilidade da opinião pública chinesa não aceder às informações dos meios de comunicação estrangeiros sobre “aspectos delicados”, sobretudo devido ao controlo oficial crescente sobre a difusão de notícias provenientes de agências estrangeiras.

A China reforçou ainda o controlo sobre a Internet, censurando sites, blogues e artigos.
 

[Anabela Santos]