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Segurança Social falha no apoio às famílias das crianças institucionalizadas

April 27, 2007

dsc02816.jpgO director técnico do Lar da Oficina S.José de Braga, Serafim Gonçalves, critica a Segurança Social pelo facto de não apoiar devidamente as famílias das crianças institucionalizadas. A ausência de uma estrutura de apoio familiar torna inviável o regresso definitivo das crianças a casa.

Em entrevista ao 25°Hora, Serafim Gonçalves considera que “é importante tanto quanto possível nunca se perder o vínculo com a família” para que as crianças não acabem por permanecer um longo período nas instituições. 

O director técnico do Lar sustenta que a “institucionalização nunca é a solução ideal, é a possível”, pois o ideal para as crianças “era que as instituiçoes competentes dessem resposta suficiente para que elas pudessem permanecer sempre no seio familiar ou família alargada”.

O Lar da Oficina S.José de Braga faz questão que as 45 crianças do sexo masculino internadas mantenham o contacto com a família, pelo que a maioria vai a casa aos fins-de-semana e nas férias. “A família continua a ser a primeira responsável pela vida deles e só depois vem a instituição que é um suporte, uma ajuda”, reforça o director técnico. 

As crianças desejam sempre visitar a família, mesmo quando foram vítimas de violência. “Por mais que sintam que os pais lhes fizeram mal, elas gostam de ir a casa, gostam sempre dos pais”, ressalta Serafim Gonçalves.

“A vertente profissionalizante é a melhor saída”

A maioria das crianças integradas em instituições “tem tendência a ter insucesso escolar” devido à instabilidade vivida no seio familiar. “Não é fácil para uma criança que até aos 10 anos nunca ou raramente foi à escola ter sucesso escolar”, explica o director técnico.

O Lar da Oficina S.José de Braga desenvolve um acompanhamento periódico junto dos directores de turma das crianças do Lar para avaliar aspectos como o comportamento ou a assiduidade e progressos evidenciados. As crianças são acompanhadas pelo monitor, pelo director-técnico ou pela psicóloga.    

Serafim Gonçalves refere a existência de uma certa estigmatização em relação às crianças institucionalizadas na escola, pois a ideia comum é a de que por “serem da Oficina de S.José não podem ser bons alunos”.

O Lar da Oficina S.José está a investir nos cursos profissionais porque “a vertente profissionalizante é a melhor saída”. “Quando as nossas crianças transitam para cursos profissionais ou cursos de educação e formação obtêm imenso sucesso. Quando enveredam por cursos técnico-profissionais”, prossegue Serafim Gonçalves, “normalmente são os melhores ou dos melhores alunos”. 

“Alguns miúdos disseram-me que na escola lhes perguntaram se aqui também havia bibis!”

Inúmeras crianças do Lar da Oficina S.José de Braga ressentiram-se com a controvérsia instalada pelo processo Casa Pia. Na escola, receberam abordagens reveladoras de “uma falta de sensibilidade tremenda”. “Alguns miúdos disseram-me que na escola lhes perguntaram se aqui também havia bibis”, lamenta o director técnico. 

Serafim Gonçalves considera que os média “exploram as coisas pelo lado negativo quando deviam centrar-se no lado positivo”. “Os focos da comunicação social estão voltados para este tipo de instituições por causa do processo Casa Pia e da Oficina S.José do Porto, criando uma imagem negativa destas instituições”, conclui Serafim Gonçalves.

[Foto: Catarina Dias/25ºHora]

[Anabela Santos]

One comment

  1. estou aqui escrevendo por favor para pedir um apoio neste momwnto estou numa crise com muitas despesas para pagar meu ordenado me mal me ta para mim e minha filha de 6 anos por favor ja ando a pedir apoio ah mais de um mes por favor preciso muito olham por mim logo que vejam essa sms enviam me a resposta agradecia obrigado



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