O movimento cidadania e responsabilidade pelo Sim promoveu na universidade do Minho, na quarta-feira dia 20, um debate sobre a interrupção voluntária da gravidez. O membro nacional do Bloco de esquerda, José Manuel Pureza insistiu na necessidade de separar a religião da questão do referendo, para ele independente das crenças é uma questão de cidadania.
O Professor de sociologia alertou ainda para a urgência da resolução do aborto clandestino que classificou como problema de saúde pública. Aos argumentos recorrentes que marginalizam a IVG e recusam o financiamento da operação por parte do estado responde que é um contra-senso já que financiam os custos médicos ligados a complicações após abortos clandestinos.
O aborto é a primeira causa de morte materna na adolescência, completou a psicóloga Cecília Costa “ a legislação não impede a operação, impede que ela seja feita de uma forma segura”. Desta forma quem apoia o SIM e a actual lei está apoiar o aborto clandestino.
A psicóloga e presidente da Comissão de crianças e jovens de Braga, Fátima Soeiro relatou a sua experiência no acompanhamento de mulheres que praticaram a IVG. Destacou a dificuldade e os danos psicológicos sofridos pelas mulheres, acrescentando que eram piorados pelos processos de julgamento a que estão submissas
“Não é uma luta de assassinos contra bons samaritanos” _ declarou o estudante de direito da Universidade do Minho Pedro Sousa. Segundo o moderador do debate o referendo vem na sequência do fracasso das leis decretadas em 1984 que não conseguiram diminuir o flagelo da clandestinidade da operação. Surge assim a sua convicção pessoal que o SIM é a única resposta que pode resolver o problema de uma lei que não faz sentido.
O movimento de cidadania promete apostar nestes encontros SIM para esclarecer a população portuguesa para o referendo de 11 de Fevereiro.
(Foto: Sylvie/ 25ºHora)
[Sylvie Oliveira]



