O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, garantiu que todos os institutos vão pagar os subsídios de Natal aos funcionários. As declarações do ministro surgem depois de três escolas da Universidade Técnica de Lisboa terem pedido ao Ministério das Finanças o desbloqueamento dos seus orçamentos para pagarem o 13º mês.
“Não há nenhum problema com os subsídios de Natal. Os subsídios de Natal são pagos” afirmou Mariano Gago, na segunda-feira à noite, no programa Prós e Contras, na RTP.
O ministro apenas apontou o dedo ao Instituto Superior de Agronomia (ISA), da Universidade Técnica de Lisboa, que por “má gestão” está com dificuldades para pagar o 13.º mês. Em resposta o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), José Lopes da Silva, reclama que “o presidente do conselho directivo estava à espera que houvesse receitas quando se apercebeu que não tinha quantia suficiente para fazer os pagamentos”.
As outras duas escolas, Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) e Instituto Superior Técnico (IST), tinham “dinheiro em caixa” para pagar os subsídios mas o ISA “esteve até à última à espera de conseguir receitas próprias”, revela ao Público, Lopes da Silva.
O bloqueio de 75 por cento dos orçamentos das universidades, decretado pelo Ministério das Finanças, deixou algumas universidades sem verbas para pagar o subsídio de Natal aos funcionários. As verbas ficaram congeladas, “o que significa que foram cativados não só uma percentagem do Orçamento de Estado de funcionamento como também das receitas próprias. E, dentro destas, foram cativadas as propinas, parte das propinas, e também doações que tenham sido recebidas pelas universidades ou pelas faculdades”, precisou o reitor, em declarações à Rádio Renascença.
“O dinheiro é nosso, mas não podemos gastá-lo”, insurge-se Lopes da Silva, adiantando que nem o IST, nem o ISEG tiveram ainda resposta das Finanças. No caso do ISA, “como havia um problema de tesouraria, o caso está a ser tratado com mais brevidade”. O subsídio será pago até hoje, garantiu o reitor.
[Eduarda Sousa]





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